Cristão e a Política

22/10/2018

 

SEMANA DECISIVA

Estamos sim, numa semana decisiva para definir sobre o futuro de nosso País e a vida do povo brasileiro. Envio-lhes uma reflexão muito sugestiva sobre o papel dos Cristãos na Política da autoria do Padre Aloísio Ruedell da Diocese de Santo Ângelo. O texto nos leva a refletir, assimilar e divulgar este conteúdo, que tem muita clareza com uma importante frase do Papa Francisco que fala sobre o assunto.

 

O CRISTÃO E A POLÍTICA

“Estamos num ano eleitoral, e já em plena campanha para as eleições que se avizinham. E daí? - talvez alguém pergunte – isso é assunto pastoral, que possa ser abordado no Elo Diocesano? Deve o cristão envolver-se com a política? O Papa Francisco responde com clareza: "Envolver-se na política é uma obrigação para um cristão. Nós, cristãos, não podemos nos fazer de Pilatos e lavar as mãos [e cair fora, como Pilatos na condenação de Jesus]. Não podemos! Devemos nos envolver na política porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, porque ela procura o bem comum".

 

Se a política hoje está muito suja, pergunta o Papa: "está suja por quê? Por que os cristãos não se envolveram nela com espírito evangélico?" É fácil criticar - acrescenta o Papa: "dizer que a culpa é dos outros. Mas eu, o que eu faço? Isto é um dever! Trabalhar pelo bem comum é um dever do cristão. Os leigos cristãos devem trabalhar na política".

Trabalhar na política é ajudar a organizar a cidade e/ou toda a sociedade, visando o bem de todos (e não o bem particular ou de algum grupo). Participar da campanha eleitoral e votar é uma forma concreta de dar nossa contribuição. Contudo, é preciso cuidar, para que isso não seja feito de qualquer jeito. O importante é que a nossa participação deixe a marca distintiva de cristão, que tem seu referencial em Jesus de Nazaré.

 

Não só na Igreja, mas especialmente na hora da campanha política e no momento do voto eu preciso considerar os princípios, gestos e atitudes de Jesus. Como foi o seu comportamento? Como ele se relacionava com as pessoas? Qual foi sua preocupação com a saúde e vida das pessoas? E os pecadores, como se sentiam diante de Jesus? Todos nós sabemos do amor e da acolhida que Jesus dava aos pobres, doentes, e a todas as pessoas que se dirigiam a ele.

 

Acolher, perdoar, ajudar e tantos outros verbos e gestos de inclusão das pessoas Jesus nos ensina no Evangelho. Eles devem ser critérios, em primeiro lugar, para nós mesmos, para também podermos cobrá-los daqueles que apoiamos na campanha política e que votamos. Para o cristão não serve um candidato que induz à violência e que, declaradamente, discrimina e rebaixa ou exclui pessoas.

 

Acima de qualquer partido, está o nosso compromisso de cristãos, sempre priorizando os mais francos ou desamparados, como Jesus o fez. Apoiamos e votamos quem mais se compromete com esse projeto de Jesus.” Pe. Aloísio Ruedell, Coordenador Diocesano de Pastoral da Diocese de Santo Ângelo, RS.

 

Encaminhado por:

Irmã Lourdes Dill, FDC

 

Coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança

Vice-Presidente da Caritas Brasileira

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