DONA OLÍVIA MORAES

22/01/2016

 

UNÇÃO DOS ENFERMOS PARA DONA OLÍVIA MORAES

 

No dia 15 de janeiro de 2016, no final da tarde, Dom Hélio Adelar Rubert, acompanhada pelas Irmãs Maria Nelsi Reichert, Irmã Lourdes Maria Staudt Dill e Irmã Helma Melícia Welter foram até a casa de Dona Olívia para fazer um momento de Oração e ministrar o Sacramento da Unção dos Enfermos. Ela ficou muito contente com este gesto e com certeza sentiu-se mais confortada em sua situação de Saúde e fragilidade em que se encontra.

           

QUEM É DONA OLÍVIA MORAES?

É uma mulher simples, feliz e realizada com os seus belos 68 anos de vida bem vivida. Ela não reclama de nada da vida, nem do seu estado de saúde, pelo contrário é um exemplo de resignação pelo desafio que enfrenta há quase 40 anos, que são as verrugas no rosto e o câncer de pele que cobriu seus olhos, boca, nariz e ultimamente virou câncer em todo o rosto. Ela é muito bem cuidada pela sua filha, netos e genro e mora no Bairro Cipriano da Rocha, com uma casinha conquistada com luta e sacrifício. Com este problema ela perdeu até a voz. Fala por gestos carinhosos e sorrisos largos.

 

UM FATO IRRESPONSÁVEL E INDIGNANTE QUE ACONTECEU COM ELA

Ela não tem condições de se alimentar direito, só pode tomar líquidos pelo canudinho e nada mais. Ao sentir-se extremamente fraca, por não poder se alimentar, pediu para sua filha chamar o SAMU e levá-la num hospital de nossa cidade o que de fato aconteceu, pois ela queria tomar um soro para ficar mais forte. Para surpresa e indignação nossa os profissionais do Hospital perguntaram se ela tinha dor e ela respondeu que não, mas se sentia muito fraca e por isso queria tomar o soro. A equipe do Hospital respondeu que não tinha porque ficar com ela, pois não tinha dor. Não podendo mais falar, ela pediu uma caneta e um papel e escreveu com letra graúda: “PRECONCEITO” e entregou para a equipe do Hospital e foram embora sem o soro para fortalecê-la. Eu pergunto, que profissionais são estes que não tiveram coragem de tocar na mulher e fazer-lhe o soro por ela solicitado tão necessário?

Dona Olívia quer viver, ela não quer morrer ainda! Ao lhe negar um simples soro que poderia ajudar no seu fortalecimento físico e aumentar seus dias de vida, isso sim poderá encurtar seus dias de vida. Será que estes profissionais que agiram desta forma não sentem remorso ao negar-lhe este direito de tomar um soro e recuperar as suas energias e reforço para a sua vitalidade.

O Banco da Esperança e o Projeto Esperança/Cooesperança acompanham há vários anos esta mulher corajosa e profética. Sinto-me indignada e muito constrangida com o que aconteceu num Hospital de nossa cidade. Se estes profissionais tivessem um pouco de consciência, correriam agora mesmo até sua casa e ao menos pediriam desculpas por esta irresponsabilidade cometida e lhe fariam na sua casa um soro imediatamente para fortalecê-la.

Estes fatos me fazem refletir e refletir muito de como são tratados os pobres, indefesos e pessoas que necessitam de carinho e atenção especial. Perante Deus somos todos iguais. Temos no Evangelho de João 10,10 a Palavra de Jesus que afirma: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”.

 

Irmã Lourdes Dill

Coord. do Projeto Esperança/Cooesperança

E.mail: lourdesdill@hotmail.com

 

 

 

 

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