CARTA ABERTA À COMUNIDADE SANTAMARIENSE

30/04/2015

 

 

1º de maio, Dia de São José Operário e Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

 

Através desta carta, saúdo à todos os trabalhadores e trabalhadoras de todas as classes sociais, que lutam pela Dignidade do Trabalho e o direito de ir e vir para ganhar o seu pão de cada dia, com trabalho, luta, suor, dignidade humana e a valorização do trabalho que realiza e dignifica toda a pessoa humana.

                Além desta saudação, aproveito também para esclarecer sobre o cancelamento da Feira da Moda Gaúcha e do Artesanato no dia 23 de abril de 2015 por Ação Judicial pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Santa Maria.

                O Projeto Esperança/Cooesperança junto com organizadores e expositores da Feira, lamentamos esta Ação Judicial, que cancelou a Feira sem diálogo e com vários argumentos que gostaria de esclarecer.

                A Feira estava muito bem organizada, e o público visitante estava muito alegre e animado com esta oportunidade e qualidade do produto e preços acessíveis. O que é de estranhar que o autor da Ação Judicial afirmou que os expositores levam todo dinheiro embora de Santa Maria.

            Relato dos inúmeros benefícios que esta Feira deixou para a cidade de Santa Maria:

·         Todas as taxas exigidas por Lei foram pagas na Prefeitura Municipal.

·         Os Alvarás da Prefeitura foram pagos e obteve-se a licença de funcionamento pela Prefeitura Municipal.

·         O PPCI (Projeto de Prevenção de Controle de Incêndio) aprovado pelos Bombeiros e o Alvará de Licença foi pago devidamente.

·         O estacionamento no local cobrado pela Prefeitura Municipal, foi pago integralmente.

·         O imposto do ICMS que cabe ao Município será devidamente depositado por todos os expositores de fora que emitiram a nota fiscal dos seus produtos e é devidamente pago ao Fundo de Participação dos Municípios que fica para Santa Maria.

·         Em torno de 60 pessoas se hospedaram nos hotéis da cidade durante os dias da Feira, abasteceram seus veículos, usaram o transporte coletivo, táxi, os restaurantes da cidade e gastaram para se manterem aqui na cidade de Santa Maria durante estes dias.

·         Praticamente duas dezenas de pessoas de Santa Maria trabalharam como diaristas durante a Feira e receberam a sua contribuição justa e merecida, cuja oportunidade agradeceram muito.

·         Os Veículos de Comunicação foram beneficiados pela divulgação da Feira.

·         Em torno de 40 grupos do Artesanato e da Economia Solidária do Projeto Esperança/ Cooesperança, GARE e Múltiplas Artes de Santa Maria puderam expor os seus trabalhos, os quais envolveram centenas de pessoas. Na cidade tem pouco espaço para comercializarem os seus produtos pela carência que a cidade tem para esta profissão dos Artesãos, pois não tem uma Casa do Artesão que lhes dê oportunidade de comercializar os seus produtos.

·         Além dos 40 grupos de Artesãos, 05 estandes foram de Empresas de Santa Maria nos Pavilhões da Feira da Moda Gaúcha que expuseram os seus produtos.

                Na reflexão que estou fazendo nesta carta aberta, gostaria de lembrar que em Santa Maria, um dos segmentos é o Comércio dos Lojistas, mas muitos outros setores compõem o Desenvolvimento Sustentável da nossa cidade, e que Santa Maria está se tornando a cidade dos Shoppings e das Multinacionais, mas tem lugar para todos. Para onde é levado o dinheiro destes setores? Os demais setores também geram trabalho, renda e desenvolvimento para a cidade e gostariam de ter direito de trabalhar, assim como os demais.

                Em Santa Maria, muitas coisas que ajudam a levantar o astral, o ânimo e o desenvolvimento da cidade estão sendo combatidos por um pequeno grupo que só pensa no seu setor e desconsidera as pessoas que precisam de trabalho, renda, dignidade de sobrevivência e lutam por este direito. Na nossa cidade, há tantos assaltos, mortes, roubos, comércio de drogas, uso de armas ilícitas. A qualidade de vida dos cidadãos/ãs que são lesados nos entristece muito. É um descuidado com a vida. Os recursos gastos com Segurança Pública são enormes e mesmo assim há muita carência na Segurança.

                As coisas boas que ajudam a cidade a se erguer, são abafadas por um pequeno grupo. Isto não é justo e não é saudável para a cidade. Neste dia 1º de maio, dia do trabalhador e da trabalhadora clamamos por oportunidades de trabalho para todos. O Sol nasceu para todas as pessoas que tem direito de ir e de vir. A Legislação das Feiras Eventuais em Santa Maria, precisa ser revista, como que está colocada a Lei, ela é injusta e beneficia poucos.

                As Feiras fazem parte da Cultura Popular de todos os cidadãos/ãs. Por que não podem ser realizadas em Santa Maria? Sabemos que a Legislação vigente impede, mas precisa ser revista. Sugiro que se faça uma Audiência Pública pela Câmara de Vereadores de Santa Maria para debater este importante assunto.

                Viva o trabalho e Viva todos os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

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