4ª CARTA DE SANTA MARIA

 

CARTA   DA   15ª FEICOOP – 2008

 

FEIRA DE SANTA MARIA: UMA EXPERIÊNCIA APRENDENTE E ENSINAN-TE – Nestes dias, de 11 a 13 de julho de 2008, realizou-se no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter em Santa Maria – RS – Brasil, importantes Eventos de Economia Solidária, Cooperativismo e Agricultura Familiar: 4ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DOS PAÍSES DO MERCOSUL, 15ª FEICOOP – FEIRA ESTADUAL DO COOPERATIVISMO ALTERNATIVO, 7ª FEIRA NACIONAL DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA, 8ª MOSTRA DA BIODIVER-SIDADE E FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR, 4º SEMINÁRIO LATINO AMERICANO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA, 4ª CAMINHADA ECUMÊNICA E INTERNACIONAL PELA PAZ E MINI-FÓRUM SOCIAL MUNDIAL DE ECO-NOMIA SOLIDÁRIA EM PREPARAÇÃO AO VIII FÓRUM SOCIAL MUN-DIAL EM BELÉM DO PARÁ – 2009. “O Maior Evento do Cooperativismo e da Economia Solidária do RS, do Brasil, e do Mercosul”. Estes Eventos firmam práticas e convicções importantes, como a não comercialização de produtos com aditivos químicos, agrotóxicos, nenhum tipo de refrigerante ou cerveja industrializada, e nem o consumo de cigarros, motivando assim o consumo de produtos naturais, ecológicos como sucos, caldo de cana, água potável, alimentação sadia e natural, em favor da Qualidade de Vida e Saúde dos consumidores/as. A Feira teve uma linha Editorial que sintoniza com a proposta de um Novo Modelo Econômico e Sustentável. Houve, também, um grande espaço da biodiversidade, Agricultura Familiar, espaços culturais sintonizados com a proposta da Economia Solidária, da Reforma Agrária, do trabalho dos Catadores/as, dos Povos Indígenas, dos Movimentos Sociais, de resistência e da integração da Economia Solidária e da Agricultura Familiar. Nesta perspectiva se fortalecem as práticas de uma outra forma de consumo e o Trabalho Solidário, também do uso dos bens naturais, como água, terra, semente que são o grande “PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE”. É um grande espaço de articulação, debate, troca de idéias, experiências de Comercialização Direta dos Empreendimentos Solidários da Economia Solidária, da Agricultura Familiar, das Agroindústrias Familiares, dos Catadores/as, dos Povos Indígenas, dos trabalhadores/as do Campo e da Cidade, realizados na Metodologia Autogestionária, do Fórum Social Mundial e na construção de “UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL”. A promoção foi do Projeto Esperança/Cooesperança, setor vinculado ao Banco da Esperança da Diocese de Santa Maria, em parceria com a SAEMA (Sociedade Assistencial e Educativa Mãe Admirável), Prefeitura Municipal de Santa Maria, Cáritas Brasileira – Regional – RS, Governo Federal, Programa Nacional de Feiras e muitas Entidades e organizações promotoras, parcerias e organizadores. Participaram desta Feira: 05 Continentes representados: América, Europa, Ásia, Oceania e África, 25 Países, 27 Estados Brasileiros, mais de 400 Municípios, 145 mil pessoas passaram pela Feira, 750 Empreendimentos Expositores, 150 Empreendimentos visitantes e participantes dos Seminários e Atividades de Formação, 250 Entidades Apoiadoras, parceiros e participantes, participaram 1.600 pessoas na 4ª Caminhada Internacional e Ecumênica pela PAZ, foram realizados 12 Seminários Temáticos, várias apresentações Culturais dos Artistas da Caminhada e um show com a temática dos 252 anos de Sepé Tiarajú e dos Povos Indígenas. Foram oferecidos uma variedade de mais de 10 mil produtos expostos da Economia Solidária, da Agricultura Familiar e Artesanato de diferentes culturas. Teve também o 3º Levante da Juventude em homenagem aos 25 anos da Pastoral da Juventude Rural do Rio Grande do Sul com a participação de 280 jovens rurais. Ao todo mais de 60 Comissões contribuíram na organização da Feira. É possível concluir que um Território nunca é um espaço estanque em função da interatividade de múltiplos fatores na complexa vida em sociedade. Assim podemos concluir que o Território é aquele campo contraditório dentro do qual construímos o sentido para nossas vidas, construímos a identidade e a sociabilidade na vivência do dia-a-dia das famílias, comunidades na relação em toda a sociedade. O enfoque de Território na experiência de Santa Maria, pode ser considerado na perspectiva ampla do Projeto de Economia Solidária. Enfatiza-se como espaço de formação, articulação e fortalecimento político da proposta de um outro desenvolvimento Solidário e Sustentável com ênfase a política do território, articulada com a territorialidade sócio-espacial. O ponto de partida é o local-regional, mas fica evidente que sua influência extrapola as fronteiras geográficas e contribui na construção de múltiplos sentidos de território, em vista de um outro mundo possível. Foram produzidos diversos materiais entre os quais o Jornal da 15ª FEICOOP com 62 páginas e uma Revista dos 15 anos.

 

Esta foi a Feira de Santa Maria, que em 2008, completou a sua 15ª Edição.

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